Às vésperas do último Natal (2024), rabisquei uma cena meio absurda: o Punk Dog correndo atrás do Papai Noel, pronto para carimbar o skate na cabeça do bom velhinho. Era pra ser só uma piada rápida de fim de ano, aquele desenho feito entre uma tarefa e outra, mas o rascunho ficou ali me encarando depois que as festas passaram. Sabe quando você olha para um desenho e sente que ele ainda não contou tudo o que queria contar? Pois é. O danado pedia continuidade.
Criação não tem pausa. Às vezes, ela se esconde no silêncio do quarto ou entre as pausas de um treino. Neste texto eu compartilho como, mesmo nos momentos em que o tempo é curto e a rotina sufoca, o personagem Punk Dog continua vivo em minha mente exigindo espaço, voz e traço. Um desabafo sincero sobre os bastidores emocionais de quem vive para criar.