Olha só, meus amigos: eu ando jogando Maiden Cops, um beat’em up brasileiro desenvolvido pelo estúdio indie Pippin Games, e preciso compartilhar essa experiência aqui no HQ Pixel. Já vou adiantar que o jogo é aquele tipo de rolê que mistura nostalgia dos anos 90, muita pancadaria em pixel art caprichada e… sim, bastante fan service.
Se você cresceu jogando Streets of Rage, Final Fight ou qualquer clássico de fliperama onde a gente gastava ficha até ficar sem nossas estimadas moedinhas, vai bater aquela sensação boa de “já vi isso antes, mas com um tempero diferente”.
Qual é a ideia do jogo?
A trama é simples e direta, como manda o figurino dos beat’em ups: a gangue Libertadoras resolve tocar o terror em Maiden City, e cabe às protagonistas Priscila Salamander, Nina Usagi e Meiga Holstaur, botar ordem na casa na base da pancada. Cada uma delas tem seu arquétipo clássico:
- Nina: rápida e frágil, estilo “assassina ágil”;
- Priscila: o meio-termo, balanceada, mas também um pouco atrapalhada;
- Meiga: fortona, lenta e com direito a arrancar poste do chão pra usar de arma.
É aquele trio que parece saído de um anime, com carisma, exagero e diálogos que, dependendo do seu humor, podem ser divertidos ou um tanto previsíveis.
Visual e estilo
Aqui o jogo brilha. A pixel art é linda, vibrante e cheia de personalidade. Os cenários vão de praias a bares, passando por ruas iluminadas e esconderijos de vilões. Só que, nas cutscenes, a coisa perde um pouco do brilho: segundo o site Backlogger, as artes estáticas não chegam ao mesmo nível do visual do gameplay, parecendo até apressadas em alguns momentos.
Mas claro, o que mais chama atenção é o fan service. As protagonistas têm poses e animações “salientes”, e até um botão só pra dar aquela forçada no apelo visual. A Arkade resumiu bem: o jogo é “nostálgico e… caliente. rss”.
Se isso incomoda ou não, vai do jogador. Tem gente que acha divertido, tem gente que torce o nariz. Eu diria que faz parte da identidade que a Pippin Games quis dar ao título.

Jogabilidade: diversão com ressalvas
Na hora da pancadaria, Maiden Cops não inventa muito: combos básicos, agarrões, ataques especiais (cada personagem tem três), armas improvisadas pelo cenário e aquele estilo de luta contra ondas de inimigos até chegar no chefão da fase.
É funcional e acessível, mas, como apontaram algumas análises, também pode ser frustrante em certos momentos. O Backlogger criticou o comportamento da IA, dizendo que os inimigos são rápidos demais, até mesmo os “tanks”, e que alguns ataques praticamente não têm como bloquear. Já a Arkade destacou que o combate é divertido, mas “um tanto limitado” e repetitivo.
No geral, dá pra curtir boas horas de diversão descompromissada, principalmente no coop de sofá, mas se você é daqueles que busca variedade e progressão de habilidades, pode sentir falta de um sistema mais robusto, como acontece em River City Girls, por exemplo.
Trilha sonora e clima retrô
Outro ponto positivo é a trilha: batidas eletrônicas e sintetizadores que lembram a era de ouro dos arcades. Como resumiu a análise do site Aigis, o game entrega “uma experiência divertida, acessível e recheada de nostalgia”.
E tem ainda as referências escondidas a outros clássicos dos games, o que é sempre um prato cheio pra quem gosta de caçar easter eggs.

Vale a pena jogar?
Olha, se você curte beat’em ups retrô, se amarra em pixel art e não se importa com uma boa dose de humor “ecchi”, Maiden Cops é uma pedida divertida. Não espere inovação, mas sim uma homenagem honesta aos clássicos de fliperama.
Como resumiu o Zeca Rabelo, do GameHall, o jogo é “puro fan service com alma de fliperama”, que mistura combate variado, bosses criativos e muito conteúdo desbloqueável. Só faltou mesmo uma estrutura mais polida, como possibilidade de rejogar fases soltas ou um coop mais amplo.
Pra mim, é aquele tipo de jogo que você chama um amigo, pega uma bebida e se joga na pancadaria sem compromisso. É imperfeito? Sim. Mas também é carismático, divertido e, acima de tudo, brasileiro, e isso merece ser celebrado.
Você já conhecia esse jogo? Gosta desse estilo? Conhece algum outro que segue essa pegada? Comenta aí que vou gostar muito de ler suas experiências. Abraço e até o próximo post.
Marcos Antônio
HQ Pixel.art
