Por Marcos Antonio – HQ Pixel
Em 1994, o Superman caiu diante de Doomsday. Mas ele também levantou... em forma de cartucho. E foi assim que o jogo The Death and Return of Superman ganhou seu espaço nos consoles da época, transformando um dos maiores eventos dos quadrinhos em uma aventura digital cheia de socos, voos e memória afetiva (ainda mais jogando hoje, mais de 30 anos depois aquele mesmo cartucho naquele mesmo console que eu jogava na adolescência). No primeiro episódio da minha série com gameplay comentado, volto a essa história que marcou a cultura pop e os videogames de forma silenciosa, porém significativa.
Neste post, compartilho um pouco do que trouxe no vídeo, com contexto histórico, curiosidades e reflexões pessoais sobre esse título que mistura quadrinhos, nostalgia e ação.
O arco que parou o mundo
A base do jogo é o arco A Morte do Superman (1992), seguido por O Retorno do Superman (1993), ambos publicados pela DC Comics. Esses eventos impactaram não só os leitores de HQs, mas também o noticiário internacional, com direito a matérias em telejornais e jornais impressos, como se fosse uma notícia real.
A ideia de matar o maior símbolo da justiça chocou o público, mas também renovou o interesse pelo personagem. A adaptação para os games veio na esteira desse sucesso.
O jogo: Blizzard, beat ‘em Up e 16 Bits
Desenvolvido pela então novata Blizzard Entertainment (sim, a mesma que mais tarde criaria Warcraft, Diablo e Overwatch) e publicado pela Sunsoft, The Death and Return of Superman saiu para Super Nintendo em 1994 e depois para o Mega Drive em 1995. Eu tenho até hoje o jogo do Mega Drive e é com ele que voltei a jogar. Inclusive eu prefiro a versão do Mega Drive pois gostei mais da paleta de cores do bom e velho “Megão”.
O jogo segue o estilo clássico de beat ‘em up, aquele gênero em que você anda para o lado e bate em tudo que aparece, como em Final Fight ou Streets of Rage. Mas aqui, a história é central: você joga com o Superman original e, à medida que avança, também assume o controle dos quatro “substitutos” que surgem após sua morte: Steel, Superboy, Erradicador e Cyborg Superman.
Curiosidades que Valem uma Conversa
- A capa do jogo traz o símbolo do Superman rasgado, uma alusão direta à capa da HQ onde o herói morre.
- Apesar de ser um beat ‘em up, não tem modo cooperativo, algo raro (e frustrante) no gênero. Isso é um ponto fraco do jogo.
- Os sprites são bem desenhados para a época, e cada versão do Superman tem golpes e estilo próprios.
- Hoje, cartuchos completos do jogo são itens de colecionador e podem alcançar valores altos em sites de venda de retro games. E ainda bem que preservei o meu aqui.

Uma crônica em forma de gameplay
Na primeira fase do jogo, que joguei no vídeo, enfrentamos a gangue Intergang nas ruas de Metrópolis. Mais do que apenas um jogo, esse momento é um convite à memória: lembro de quando li a HQ pela primeira vez, de como a notícia da morte do Superman parecia grande demais até para o mundo fictício.
Gravar esse vídeo foi revisitar tudo isso e narrar o gameplay foi como contar uma história enquanto seguro um controle em vez de um microfone. Aliás, você pode assistir ao episódio aqui:
E você, jogou essa pérola?
Este é apenas o primeiro episódio da série. Pretendo jogar todas as fases, comentando e refletindo sobre esse jogo que muita gente esqueceu, mas que ainda tem muito a dizer especialmente para quem cresceu entre quadrinhos e consoles.
Se você jogou The Death and Return of Superman, leu as HQs na época ou só ficou sabendo pela TV, deixa seu comentário aqui no blog. Vamos transformar nostalgia em conversa boa.
Até o próximo episódio!
Marcos Antonio – HQPixel